O final de Era de X-Man é MUITO ruim, você nem imagina.
Tive esperanças por um bom tempo de que o final de Era de X-Man pudesse ser bom. Algo verdadeiramente inventivo e diferente do que se apresentou nos últimos anos na bagunça que é a vida dos X-Men.
Me enganei.

A série que precede a jornada planejada por Jonathan Hickman deveria, na minha opinião, preparar o terreno para o autor. Mas não, a Era de X-Man é mais uma história ruim, sem nexo e com muito pouca inspiração com o selo dos X-Men.
Quando comecei a ler todos os títulos estava animado, mas na segunda edição delas já havia percebido que o final seria uma grande decepção. A seguir relato muito do que aconteceu na série Age of X-Man e seus títulos extras. Sim, está cheio de spoilers.

Pense que o final de Era de X-Man é uma das maiores atrocidades que já vi no universo dos X-Men. Logo eu que sou fã da época em todos usavam amarelo e iam para o espaço…
Na verdade é até difícil de começar a falar sobre essa história derradeira de tão ruim que é. Os escritores Zac Thompson e Lonnie Nadler tentam desesperadamente buscar argumentos para convencer o leitor de que o universo criado por Nate Grey é algo legal.

Age of X-Man Omega é de verdade uma ode a tudo que foi feito de ruim nos quadrinhos dos X-Men nos últimos anos. Isso sem falar que tudo o que apareceu nessa série me pareceu fútil. Fazem anos que se escuta que a Marvel Comics planejava colocar os mutantes em um mundo separado do resto do Universo Marvel. Bem, esse dia chegou.
Mesmo que os X-Men já tenham tido Utopia e até um pequeno espaço no Inferno as coisas nunca haviam se separado assim. Não sei se esse seria o X-Heaven, ou o X-Céu.

Algo que me irritou demais no final de Era de X-Men é que mesmo com essa porcaria toda não há embate. Nem físico nem ideológico, simplesmente batem nas costas do vilão (?) e vão embora. Pelo menos uns socos na cara de alguém que arrancou a sua realidade, o mundo de outra pessoa, você daria.
É a história de um pseudo hippie super poderoso com sentimentos fascistas. Nate Grey é o grande líder, dono da razão daquele universo que ele criou. E esta última edição é quase um monólogo dele tentando justificar suas atrocidades.
Veja que enquanto os mutantes vivendo no luxo e fama ficam reticentes à voltar para “o mundo real”, mas os que foram enjaulados desejam a cabeça de Nate. Por que será né?

O controle de relacionamentos e a natalidade controlada é bom apenas para a nata na sociedade, aqueles que não fogem da sombra de Nate Grey. Bishop por exemplo foi eliminado da lembrança de todos daquele mundo por ter tido relações impuras com a Jean.
Até a ex-namorada do Nate, Dani Moonstar, aparece para esculacha-lo. Bem, pelo menos parte dela. Segundo o vilão (??) são os relacionamentos que criaram os problemas para os mutantes, por isso ele os fez deixar de existir. Todos eles e de todo tipo.
Depois de falar por mais de vinte páginas os X-Men deixam que Magneto tome a decisão de destruir tudo. Só que ele faz um acordo com Nate e não destrói nada. Depois disso eles já vão para Uncanny X-Men salvar os mutantes que não morreram.

É tanta bagunça e lambança nos títulos mutantes que só posso rezar para que tanta merda seja apenas o adubo para Powers of X e House of X de Jonathan Hickman. Muitos mutantes foram simplesmente deixados lá com Nate Grey enquanto outros ainda só ressurgiram para morrer nas páginas de Uncanny X-Men de maneira desnecessária.
Só nos resta saber se vão demorar para desfazer tudo isso ou se a semente que Nate Grey menciona é o início do arco de Hickman. Mesmo assim o final de Era de X-Man é ruim, muito ruim.






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