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X-Men: X de Espadas

Antes de começar você precisa entender uma coisa: de forma alguma você deverá acreditar nas minhas palavras sobre X de Espadas. Os X-Men estão em uma fase que me afetam de uma maneira que nenhum gibi nunca me afetou. Sou fã das antigas dos mutantes da Marvel Comics e agora o relançamento coordenado por Jonathan Hickman está me assustando de uma maneira boa. Muito boa.

Não sei como será traduzido no Brasil, mas X de Espadas (lê-se dez de espadas) me pareceu a maneira simples de fazê-lo, sempre remetendo às cartas de um jogo de tarot criado para a história. Inclusive elas estão presentes desde a primeira edição do relançamento dos X-Men. A Torre é uma figura que apareceu e promete aparecer muito mais para nossos mutantes favoritos – só nos resta saber o seu real significado.

Poderes dos X e Dinastia de X transformaram drasticamente o mundo mutante sem coloca-los em outro plano ou realidade. E a sua expansão pelo universo Marvel e clara e deverá durar por muito tempo.

Esta saga não é como a Era de X-Men ou quando a Mansão X foi “transferida” para o Limbo. Ela ocorre logo ali, na praia, e se você olhar bem poderá ver a Tempestade soltando raios em milico brasileiro sem noção. Sim, logo de cara Hickman colocou MUITA política no gibizinho da galera – e foi de uma maneira assustadoramente real.

Tudo o que estamos vendo hoje em X de Espadas é uma ação coordenada desde o relançamento dos títulos X na Marvel Comics. E, sinceramente, não esperava ser surpreendido tantas vezes em um gibi de super herói como tenho sido nessa nova fase dos X-Men.

A partir daqui pequenos spoilers surgirão, afinal não sabemos para onde a história de 22 partes irá rumar. Traremos spoilers de alguma coisa mostrada em Excalibur mas, principalmente, de X of Swords: Creation #1. Fique avisado.

O retorno de Excalibur foi amplamente comemorado pelos fãs, com uma equipe totalmente diferente do que estamos acostumados a ver os mutante se tornaram uma peça importante no mundo da magia. Porém nem tudo são flores de Krakoa, uma corrupção foi notada e ninguém menos que Apocalipse toma a frente da situação, obviamente com seus interesses individuais sempre à frente dos da comunidade.

Sua ampla aceitação leis de Krakoa lhe rendeu um cargo no Conselho e, além disso, diversos recursos que antes só lhe eram concedidos à força. Com recursos em abundância .:A:. dá seus primeiros passos em comum com Krakoa: abrir um portal permanente para o Outromundo, selando o fim do isolamento com Arakko.

Okkara, Krakoa e Arakko

Gênesis e Aniquilação - X-Men - X de Espadas - X of Swords - Blog Farofeiros

Tudo começou com uma ilha chamada Okkara, um lar ancestral para os mutantes que foi abruptamente atacada a dividindo em duas: Arakko e Krakoa. As ilhas foram separadas não foram separadas de maneira convencional obviamente, enquanto Krakoa continuou na dimensão que os X-Men habitam Arakko seguiu para uma dimensão conhecida como Amenth.

Essa divisão ocorreu durante a luta para proteger a dimensão lar dos mutantes. Para enfrentar o mal vindo do outro lado a Noiva de Apocalipse, chamada Gênesis, seguiu para o outro lado junto de seus Cavaleiros do Apocalipse. A invasão partia de uma raça de forças demoníacas lideradas pela deusa Aniquilação.

A guerra, mesmo em uma terra inóspita como Amenth, ia “bem” para os mutantes liderados por Gênesis, o que ninguém contava era com traições de diversos escalões. O Espada Branca e Isca foram pilares da destruição da comunidade mutante naquele mundo e, consequentemente, entregaram Gênesis para a deusa Aniquilação.

Apocalipse e os seus Cavaleiros originais - X-Men - X de Espadas - X of Swords - Blog Farofeiros

Agora, com o portal entre os mundos abertos novamente – inclusive com o consenso de Krakoa – surge uma nova traição. O Invocador, enviado como mensageiro atrás do “salvador” Apocalipse, tramou para levar alguns mutantes para uma armadilha. Os antigos Cavaleiros do Apocalipse estavam no comando da horda destruidora do deus Aniquilação e prestes a derrubar os muros da Cidadela Luz das Estrelas – ou Avalon, capital do Outromundo – governado por Opal Luna Saturnyne, a Omniversal Majestrix.

Com o risco real de ser destruída Saturnyne utiliza as cartas para seguir um plano, e o seu ás na manga é o Dez de Espadas – ou X de Espadas?

O X de Espadas

X-Men - X de Espadas - X of Swords - Blog Farofeiros

Confesso que quando vi a temática de espadinhas dessa saga achei tudo muito brega e até fora do contexto, mas a sua história. Por enquanto as espadas serão desembainhadas para defender o Outromundo em uma luta “civilizada” entre campeões dois dois lados da batalha.

E lá vão os X-Men salvar o mundo (e o universo) novamente e ninguém vai ficar sabendo. Como disse no início, a saga acabou de começar nos quadrinhos americanos e serão 22 partes, logo teremos um longo e tortuoso caminho pela frente. Além disso ainda haverá o relançamento da SWORD sob o controle dos mutantes de Krakoa e confesso que ainda não assimilei essa ideia também.

Por Rodrigo Castro

Debochado e inconveniente.

Pai. Marido. Videogameiro. Gibizeiro. Colecionador. Desenha, pinta o sete, escreve e bebe as vezes.

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