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Colecionismo na época de dólar alto

Colecionismo na época de dólar alto é possível?

Colecionismo na época de dólar alto é possível, porém, a situação não é tão simples assim. Originalmente escrevi este texto pela primeira vez em Setembro de 2015 e o Brasil era outro país do que é hoje. Me entenda, reclamei muito – muito mesmo – do dólar custando R$ 4,00… Hoje, o dólar está R$ 5,41, a inflação nas alturas, pandemia, escândalos.

Desde o golpe de 2016 vi meu poder de compra diminuir muito, antes, mesmo que em pequena escala, até conseguia importar diversos colecionáveis com uma certa frequência. Hoje importar é praticamente uma afronta à minha carteira ou limite do cartão de crédito. Mas nem tudo está perdido.

Anos atrás avisei que sites chineses não seriam uma opção válida, mas fui obrigado a mudar de opinião. Sabemos que tudo é fabricado na China hoje em dia, aliás, empresas como a Iron Studios, Kotobukiya e Funko POP tem suas produções no país… Sem contar a Hot Toys que elabora e produz todos seus produtos no país comunista. Afinal, precisamos financiar a pátria mãe.

Alguns sites vendem refugos dessas fábricas, apesar de ser difícil identificar tais vendedores, mas o valor – normalmente – vale a pena. Já me dei muito mal com algumas compras, mas também já me dei muito bem comprando garras de metal do Wolverine, o Olho de Agamotto, máscaras e até miniaturas sortidas do Super Mario. Na época, com o dólar menos alto, cheguei à arriscar e comprei uns Cosbaby “não oficiais”, a qualidade era terrível porém.

Colecionismo na época de dólar alto - Blog Farofeiros

Outra opção que é bem viável, principalmente quando se fala em estátuas e réplicas dos filmes é recorrer para o artesão local. Alguns especialistas na confecção de cosplays tem tamanha técnica que conseguem comercializar alguns itens com uma qualidade excelente e um valor módico perto do produto oficial. Aqui cheguei a comprar o martelo do Thor, o escudo do Capitão América e até um sabre de luz de Star Wars.

Minha coleção teve sorte nestes casos e já faz muito tempo que fiz as compras, como não continuei acompanhando os trabalhos deles fica difícil recomendá-los hoje em dia. Alguns destes itens você pode conferir nas imagens da minha coleção de bonecos.

“aH rOdRiGo, cÊ EsTá dIzEnO qUe TeM qUe pIrAtEaR tUdO? ISSO É GRIME”. Calma colecionador, nem tudo que você vê é pirataria. Artesanato pode ser uma saída interessante para a sua sede de itens novos – sem mencionar a qualidade e a exclusividade do item. Obviamente tudo vai depender do seu poder aquisitivo, foco e gosto.

Recentemente pude – finalmente – comprar o Ursinho da Ursal da Bonecos Estranhos. Além dele comprei também o Ratinho do Castelo Ratim Bum feito em biscuit… São tantos detalhes e tanto carinho envolvido na produção que dá gosto. Pretendo em breve gastar mais dinheiros com seus produtos exclusivos. Não era o que eu colecionava mas adorei a brincadeira.

Infelizmente vivemos uma época tenebrosa. Todo mundo teve que fazer mudanças em seus hábitos, enquanto estamos falando de itens supérfluos neste texto tem gente passando fome. É fácil ver que o capitalismo ainda é uma doença que mata com tanta gente ficando bilionária durante a pandemia.

Só espero que tudo volte aos eixos em breve.

Por Rodrigo Castro

Guru de bobajada, coach de piadas sem graça e sommelier de ironia. Também é leitor de gibi e jogador profissional de videogames no easy.

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