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Nautilus Link contra o mundo

Vamos comentar sobre a luta do Nautilus Link contra o mundo.

Um dos meus canais favoritos hoje é sem dúvida o Nautilus Link. Os tenho recomendado para amigos e os citado como exemplos de divulgação de games e até seu estudo. Mas sou um fã recente, os conheço faz tempo mas só a treta entre o Ricardo Régis e o XMG me fez realmente conhecer o canal da Twtich. Gostei tanto que fiquei lá e sempre que posso os acompanho ao vivo. Apesar disso é inevitável notar a luta ou briga do Nautilus Link contra o mundo é constante e incessante.

Sei bem do preço de ser falar o que quer e do jeito que acha melhor.

Não foi uma ou duas vezes que critiquei o modo que o jornalismo da cultura pop em geral aborda diversos assuntos. Mas constantemente somos criticados aqui, por amigos e por solidários anônimos que mandam enfiar minha opinião onde o sol não bate. Por falar o que pensamos do jeito que entendemos ser melhor acabamos perdendo oportunidades importantes financeiramente falando.

Já briguei com a Capcom (americana), com a Blizzard Brasil e outras empresas. Algumas não falam nada, apenas deixam de mandar seus releases para nosso e-mail. É o caso da Sony e da Ubisoft – não que seja por acaso, mas não menti em nada – a propaganda negativa que tentam evitar foi criada por eles mesmos… Como não lambemos botas por aqui é comum se irritarem e nos ignorar para valorizar quem os valorizam como merecem (aham).

O Blog Farofeiros é invariavelmente pequeno, sempre foi e muito provavelmente sempre será. Nossa teimosia em manter o mesmo tom, às vezes abusar da piada e até errar. Sei lá quantos posts de desculpas já escrevi, também um número grande de artigos foi alterado ou deletado para mostrar nosso comprometimento com pautas mais urgentes. As piadas sem graça são aceitas, as de mal gosto tentamos evitar. Mesmo assim errar é humano então já estamos preparados para reparar algo que venha ofender ou desrespeitar alguém .

Digo tudo isso pois o Nautlius Link parece pensar da mesma maneira – eu como fã vejo assim. Não coloco minha mão no fogo por ninguém e, veja bem, sempre estamos suscetíveis à erros. Todos nós.

Mas ao criticar um artigo de um suposto crítico (sic) de games, a brincadeira ficou séria. O crítico, que não gosta de ser criticado não rebateu as acusações e nem pediu retratação, ele foi até o seu advogado com uma ação extrajudicial pedir “direito de resposta”.

A conversa – sempre desregrada do Twitter – virou uma pendência judicial com ameaça de textão caso não fosse atendido. E, mais interessante disso, é que a ameaça veio do jornalista, aquele crítico que não aceita críticas ao seu trabalho.

Reconheço e devo pesar bem sobre isso, receber críticas não é algo que seres humanos entendam bem. Não sabemos criticar e nem ser criticados. Mas até aí envolver advogado no melhor estilo bolsominion de se resolver algum assunto pois denegriu a hombridade (ou a falta dela) me parece um exagero e, como pode ser visto no texto do Medium do Nautilus Link, é no mínimo estranha.

Se eu fosse chamar meu advogado cada vez que recebemos uma crítica pouco construtiva ou ofensa já não existiria Blog Farofeiros. A pessoa escreve o comentário com ofensa, deixa e-mail, o link para o site ou blog dele e o que eu faço? Simplesmente não aprovo o comentário. Nas redes sociais é a mesma coisa, pode falar o que quiser, se for algo que não concordo ou que não vale a perda de tempo é block e pronto. Sem discussão, sem ressentimentos e com um ponto final. Indolor na maioria das vezes, rende um comentário ou dois com familiares e amigos. E acabou.

Mas o que leva a pessoa que trabalha em um grande portal na internet querer acionar seu advogado por conta de um comentário no Twitter? Sei que ego ferido pode render muita ladainha, mas repito, trata-se de alguém que escreve para um portal e se importou apenas com o comentário do Nautilus Link.

É triste ver isso ocorrer em uma comunidade que faço parte, é triste ver isso acontecendo no jornalismo de games no Brasil. Um dos poucos canais com qualidade comprovada e extremamente divertido sofrer um ataque da categoria é assustador, na briga do Nautilus contra o mundo estou do lado dos caras que jogam videogame e falam dele da maneira certa para seu público.

Pensando bem, o título deste artigo está errado, deveria ser ‘O mundo contra o Nautilus Link’. Mas é só mais uma para conta dos meninos, essa treta também vai passar.

Por Rodrigo Castro

Debochado e inconveniente.

Pai. Marido. Videogameiro. Gibizeiro. Colecionador. Desenha, pinta o sete, escreve e bebe as vezes.

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