Morte e vida nos quadrinhos

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Sempre fui muito fã de X-Men, nem tanto ultimamente, e sempre achei um absurdo a quantidade de mortes sem sentido. Hoje não consigo lembrar de um aluno da escola do Professor Xavier que não tenho morrido e, obviamente, voltado do inferno… ou céu como é o caso do Noturno. O mutante teletransportador estava no céu católico mutante e simplesmente resolveu fugir de lá para salvar os amiguinhos… e juro que não fui eu quem escreveu este roteiro tosco e claramente dispensável. Ah, este artigo pode conter spoilers de alguns personagens.

 

Ciclope revoltado foi o último a morrer mas em Guerras Secretas mas sua versão mais jovem está por aí cheia de esperança. A vida e mortes (no plural) de Jean Grey chegam a ser piada: morreu, reviveu, ganhou clone, morreu, foi para o futuro, voltou, morreu e então sua versão mais nova chega no presente para viver no futuro. Confuso? Ah é, a clone também morreu, então podemos chamar isso de combo mortífero, afinal a versão maléfica da Garota Marvel, mais sexy e com menos roupas, tinha muito sangue nos olhos. E isto só para falar de X-Men, se chegar perto dos Vingadores o Hawkeye grita.

Devo lembrar de duas outras portes especiais para mim só que na DC Comics, a primeira que merece destaque é a do Superman “original”, de cueca por cima da calça… naquela época ele até se chamava Super-Homem por aqui. Houve uma briga titânica pelo título, os concorrentes eram suspeitos e no final o bom e velho Kal El ressurgiu vivinho da silva, com mullets e roupa preta, mas vivo. Queria saber o que fizeram com a estátua em homenagem ao Superman depois que ele reviveu… tipo, “vamos colocar o Batman no lugar”? A taxa de velório não deve ter sido devolvida.

Não, essa não foi a pior morte na minha opinião, a segunda que quero destacar da DC é também a que mais me afetou no mundo dos quadrinhos, me refiro ao inexplicável, violento e desnecessário assassinato do Besouro Azul pré Novos 52 no começo de Crise Infinita. Preciso confessar que estou de luto até hoje, mataram de forma imbecil meu personagem favorito em nome de uma modernidade que não condizia com a visão de Jim Lee de Dan DiDio provavelmente. Reinventaram o personagem, deram uma nova identidade, nova origem e novos poderes, descaracterizaram e falaram de cara lavada de que aquele ser irreconhecível era o personagem que eu amava.

Se pensar bem isso foi em 2005/2006, houve a “noite dos mortos vivos” versão DC Comics com os anéis energéticos negros e com Ted Kord, o Besouro Azul, deteriorado. Muito lindo, muito dark e trevoso, tanto que ignorei totalmente tal saga. Recentemente Rebirth prometeu um novo Ted Kord, quase um mentor do Besouro Azul adolescente e sem graça que tenta imitar o Homem Aranha. Aparentemente o herói voltará a ser o que era, com piadas infames e traquitanas no formato de besouros…

Morte e vida nos quadrinhos

Pouco tempo atrás houve uma tentativa frustrada de agradas fãs como eu simplesmente continuando as histórias clássicas da Liga da Justiça Internacional contando com os roteiristas e criadores originais da equipe, Keith Giffen e JM De Matteis em Justice League 3000, que aparentemente foi ignorada pela Panini no Brasil. Em um futuro onde os membros originais da Liga da Justiça foram enxertados em pessoas que absorveram as memórias e poderes de Batman Arrogante, Superman Bobão e Mulher Maravilha Machona contracenarem com Besouro Azul e Gladiador Dourado originais… não eram clones, aliás inventaram essa história de enxerto só para fugirem do termo clone. Comprei feliz até… mas acabei lendo chorando pois achei toda a trama bem meia boca. BEM meia boca.

Sei que as mortes nos gibis são normalmente lucrativas para as editoras mas cada vez que um herói morto volta à vida um panda bebê morre de fome, e sim, podemos culpar a Marvel e DC por isso… pior do que matar é reviver de forma tosca… mas tem gente que não morre, existem coisas muito piores que a morte como diria Bruce Wayne depois de ser atingido pelos “mortíferos” raios ômega de Darkseid e ser enviado para diversas épocas no passado.

Faz bem morrer as vezes.

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Última alteração: 15 de novembro de 2016

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