Uma mensagem que poderia ter vindo em uma garrafa

Em 1998 eu era praticamente outra pessoa… sabia o que queria e como fazer… eu queria ser um “tio” que gritava com adolescentes ficarem quietos em filas de brinquedos da Disney e outros parques. Naquela época, antes do terrível ataque às Torres Gêmeas no 11 de setembro, parecia um excelente plano.

Eu e meu irmão decidimos estudar um pouco mais de inglês lá fora e nos inscrevemos em um intercâmbio ultra, super, mega rápido na California… isso com um monte de outros brasileiros… ou seja, pouco praticamos o “ingreis“… mas até que valeu a pena… como antisociais eu e meu irmão nos demos bem. A auto confiança que eu tinha era tremenda, dava para ver a diferença no olhar. Ah é, enquanto isso meu irmão gostava de RAP, mas isso é algo que só vocês saberão! >:)

Dentre os diversos brasileiros haviam os babacas, os idiotas, os imbecis, uma vagabunda e algumas amiguetes… e tinha o povo normal…. Me apaixonei várias vezes lá, fazer o que? No final peguei amizade com algumas e acredite, cheguei a trocar cartas com algumas… e-mail era coisa rara naquela época.

Faz um mês que enquanto eu fusava minhas tranqueiras achei algo impossível: uma das cartas que troquei!

É tão incrível assim pois toda vez que eu começava um namoro eu jogava as coisas de outras mulheres no lixo, amigas ou não. Não sei mesmo como isso ocorreu… fazia mais de dez anos que não via aquela carta e pensava na garota que me enviou. A Fashion, apelido da moçoila, era figurinha carimbada… adivinha por que?

Com nome, endereço entre outros dados eu procurei e até a encontrei… infelizmente ela não retornou as mensagens de contato… mas vou confessar que estou chocado ainda: fiquei anos pensando nela como uma pessoa materialista, daí o apelido, mas levei um tapa na cara ao fuçar o perfil dela: sua profissão é médica pediátrica oncologista!

Doido, ela cuida de crianças com câncer! Ela que escolheu isso para a vida dela… ajudar crianças que, muitas vezes, estão aguardando a morte. Querida Fashion, admiração por você é pouco… parabéns por ter escolhido fazer o que te satisfaz: ajudar os outros! Estou orgulhoso.

… e sim, provavelmente eu iria xaveca-la, mas sem contato direto fica difícil… ahem… enquanto ela escolheu algo extremamente nobre eu fiquei com a parte de falar merda, entende?


Rockerz

Irônico e inconveniente desde 1980.


  1. “E aí, Rô?”
    Rô!?
    hahahahahahaha
    Por ora, não se culpe se nunca imaginou que ela seria médica… a letra não demonstra isso de forma alguma!

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