Por que é importante ter personagens gays nos quadrinhos?

Basicamente é o seguinte… norte americano normalmente é hipócrita, gosta de apontar o dedo para todos sem limpar a própria sujeira, nisso o mercado de gibis incluso, sempre de olho nos números de venda, anunciam casamento, beijo, reforma homossexual que acaba vendendo mais gibis do que normalmente… e oportunamente com uma declaração do presidente Obama afirmando ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo aparece na hora certa. Nada é por acaso amiguinho. Há casais para todos os lados que você olhar… veja…

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Alan Scott o Lanterna Verde original, criado em 1940, com seu anel (aham) verde e fraquezas contra madeira (aham) e a cor amarela. No recente reboot da DC Comics o personagem re-estréia na revista Earth 2 como homossexual… em sua “encarnação” antiga nada havia que fosse relevante a sua sexualidade mesmo ele tendo dois filhos, apagados também no reboot (valeu Rod).

O Earth 2 é uma dimensão paralela, com coisas muito similares aos que vemos na terra normal da DC, lá o Superman continua com a cueca por cima da calça… isso sem falar que pode ser um escape interessante para a editora… se não der certo é só destruir o planeta e fazer um novo.

Como o resto do reboot do New 52 a coisa acabou ficando confusa pois simplesmente mudaram a orientação sexual do cara por “nada“… Ainda está rolando um rumor que o Batman da Earth 2 seria homossexual também, não acredito que façam tal mudança… Se tem certeza apenas de que aparecerá pelo menos mais um homossexual em Earth 2.

Apollo e Midnighter, originalmente do universo da editora Wildstorm, é o casal “dos sonhos“, ambos são clones de Superman e Batman, respectivamente, só que são gays… Como a DC Comics se mesclou ao universo Wildstorm está tudo um pouco diferente, é interessante usar a iconografia da editora para se ter a visão de como seria se Superman e Batman fossem gays… e um casal ainda por cima!!

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Midnighter e Apollo

Estrela Polar e seu namorado gay e negro (olha, duas minorias de uma vez só e nem é mutante) Kyle. É o exemplo da Marvel Comics, que continua fazendo barulho divulgando o primeiro casamento gay em um gibi. Apesar de estar escancarado agora sempre achamos que Estrela Polar fosse gay mesmo, o nome entregou muito! Hehe. Diferente Alan Scott, da DC, este personagem “nasceu” gay.

Ficar tudo fora do armário é legal, afinal você acaba ensinando tolerância a tudo que foge de sua vida. Mas tal dever não deveria ser de gibi mas de pais e mães que preferem reclamar na internet enquanto o filho engorda comendo fast foods. É uma estratégia editorial investir as minorias que acaba destacando-as em outras mídias.

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Tolerância é algo que anda tão em baixa que gibis tiveram que tomar as rédeas, um bom exemplo recente é o “novoHomem Aranha do universo Ultimate ser negro e descendente de latinos morando em Nova York.

Todo tipo de preconceito e intolerância deve ser repreendido, e havendo um gibi mostrando isso só ajuda o mundo a se transformar em um lugar melhor, onde religião, raça, e gostos não definem se você é uma pessoa boa ou ruim. No final das contas são as diferenças que fazem a diferença!

Mas se você gosta de Restart essa regra não vale!

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Kyle e Estrela Polar

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Rockerz

Irônico e inconveniente desde 1980.


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