Sabe, poetas que recitaram sobre a alma feminina com tanta poesia e fantasia me fazem pensar que definitivamente eu não me enquadro nesse meio.
A meu ver, as mulheres não são tão diferentes dos homens como se pensa, ou, pelo menos, acho que posso dizer que entendo um pouquinho os homens.
Nos relacionamentos tenho medos ‘quase’ masculinos, medo das famosas DR’s (elas sempre mascaram algo ruim que está por vir), medo de dizer “eu te amo”, medo de casamento (esse é meu pavor).
Estou prestes a tomar uma decisão, na verdade, estou praticamente sendo pressionada pela idade (ela já está pesando), pela necessidade de sair da casa dos pais, pela ‘pressão’ inconsciente que meu irmão fez sobre mim saindo de casa extremamente cedo e, claro, pela outra parte envolvida.
O apartamento está comprado, minha poupança aguardando para ser liquidada com a compra dos móveis, as amigas mais empolgadas que eu (ok, acho que elas são um tipo diferente de mulheres), o que falta? A coragem. Não tive coragem de comprar um copo sequer para não sentir que a coisa é séria mesmo. A cada mês que passa fico mais tensa com a tal decisão a ponto de pensar em acabar com ela da forma mais inesperada possível. É engraçado ouvir minhas amigas falando que tenho conflitos masculinos dentro de mim, é típico do homem nunca ter certeza? Sair correndo e se esconder quando tem que tomar uma decisão importante? Sei que isso tudo é típico de mim desde que me entendo por gente.
Mas além de todos os meus conflitos pessoais, ainda há uma pessoa que me ajuda a confundir ainda mais o que está se passando…praticamente a âncora em minha vida (é, eu quis dizer isso mesmo). Ah, se eu pudesse falar tudo o que penso aqui, ou melhor tudo que ando pensando desde que comecei a escrever esse texto.
Bem, mas decidi que hoje, especialmente hoje, desisto de entender ou resolver alguma coisa, afinal como já dizia a ‘mestra’: “Viver ultrapassa qualquer entendimento.”